quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

40% das mulheres que sofrem violência doméstica são evangélicas, diz pesquisa recente

Dado alarmante precisa motivar uma séria discussão sobre o papel da igreja na prevenção desses casos
A violência doméstica é uma triste realidade no Brasil e uma pesquisa descobriu uma informação ainda mais alarmante: 40% das mulheres que se declaram vítimas de agressões físicas e verbais de seus maridos são evangélicas.
A descoberta é resultado de uma pesquisa da Universidade Presbiteriana Mackenzie a partir de relatos colhidos por organizações não-governamentais (ONGs) que trabalham no apoio às vítimas desse tipo de violência.
“Não esperávamos encontrar, no nosso campo de pesquisa, quase 40% das atendidas declarando-se evangélicas”, diz um trecho do relatório divulgado, de acordo com informações da Rede Super.
A surpresa não é maior do que a preocupação que existe sobre o contexto das agressões: muitas das vítimas dizem sentirem-se coagidas por seus líderes religiosos a não denunciarem seus maridos.
“A violência do agressor é combatida pelo ‘poder’ da oração. As ‘fraquezas’ de seus maridos são entendidas como ‘investidas do demônio’, então a denúncia de seus companheiros agressores as leva a sentir culpa por, no seu modo de entender, estarem traindo seu pastor, sua igreja e o próprio Deus”, denuncia o documento.
Os responsáveis pelo estudo ressaltam, no relatório, que as comunidades de fé onde essas mulheres que sofrem violência congregam precisam agir de maneira diferente: “O que era um dever, o da denúncia, para fazer uso de seu direito de não sofrer violência, passa a ser entendido como uma fraqueza, ou falta de fé na provisão e promessa divina de conversão-transformação de seu cônjuge”, constatam.
No programa De Tudo Um Pouco, da Rede Super, o pastor Renato Vieira Matildes e o advogado Antônio Cintra Schmidt analisaram os dados dessa pesquisa.
De acordo com Matildes, a omissão dos pastores é parte importante nos casos de violência doméstica: “A gente percebe a omissão pela falta de orientação e pela omissão mesmo de não querer informar. Porque é mais fácil virar e dizer: ‘Olha, vá embora que nós vamos orar e Deus vai fazer a obra’”, disse.
O pastor ponderou que a ação espiritual é válida, mas é necessário tomar medidas que garantam a segurança dessas mulheres: “Deus realmente continua fazendo a sua obra. Porém é mais difícil a gente instruir essas pessoas. É difícil você sentar com um casal e sentar com eles uma noite, um dia. Essas são questões difíceis de lidar e as pessoas não querem fazer isso e caminham para o lado mais fácil […] Isso não pode ser assim e não deve ser assim”, acrescentou.
Para o advogado Schmidt, a igreja pode ter condições de ajudar a mulher que se encontra nesta situação de forma mais efetiva: “Seria muito interessante se as igrejas tivessem esse acompanhamento e esse grupo para ajudar na conscientização da mulher”, comentou. “A mulher tem um receio tremendo por todos esses fatos, de fazer uma denúncia, de expor a convivência familiar dela e em qualquer nível. Acontece que às vezes não é ela quem expõe. O vizinho, por exemplo, vê uma agressão e pode fazer a denúncia. E feita a denúncia, a Polícia vem e dali para frente não tem mais como parar o processo”, explicou.

Fonte: https://noticias.gospelmais.com.br/

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

As Escrituras Sagradas

As Escrituras Sagradas não são um conjunto de ideias que alguém cozinhou, "mastigou" e nos serviu pronto à deglutição preguiçosa.
Pelo contrário, a beleza do texto se revela a medida que estudamos respeitosamente suas entranhas complexas. Nessa imersão, as ideias nos chamam à paragem reflexiva e à ruminação de cada letra. Afinal, trata-se de algo poderosamente vivo e capaz de nos energizar o espírito.
Nesse mesmo sentido, o texto de Deus também não é um simples tratado técnico sobre ritos religiosos; não se desenrola como um panfleto sobre as qualidades do céu; ou como propaganda de um condomínio de luxo na Nova Jerusalém. Muito menos, como um romance moralmente asséptico, ou sexualmente comportado.
Na verdade, Deus ao se fazer livro, escreveu-se para nos ensinar esperança. Porém, para tanto, se meteu com humanos deprimidos, soberbos, contraditórios e inconstantes. Ou seja, gente normal. Capaz do bem e do mal.
Na contramão de nossas expectativas puritanas, no livro do Eterno os heróis da fé duvidam e mentem. São super-humanos? Não. De fato, as vezes, sob vários aspectos, estão a baixo da média. O tom das histórias que os envolvem é ao mesmo tempo motivador e trágico. Para contá-las, Deus se mostra um narrador visceral, perfurante. Sem clichês ou obviedades, Ele destrincha as idas e vindas de seu povo amado sem sublinhar-lhes as virtudes ou nos poupar da podridão. No Seu enredo há de tudo: ora sussurros de sensibilidade justa e altruísta; ora berros da mais vergonhosa estupidez sanguinária. Daí, talvez, chamá-la: espada.
Nesta saga literária crua e real encontramos esperança diante de nossas próprias imperfeições e da misericórdia do Deus que insiste em escrever conosco o que poderia melhor escrever sozinho.
2016 David Riker

sábado, 17 de dezembro de 2016

Passos da Meditação

Ouvir a voz de Deus é tão essencial em nossa vida quanto respirar. O problema é que muitas vezes por causa da nossa correria diária esquecemos que Deus já conhece o nosso coração, sabe quais são as nossas necessidades e as nossas petições  e nos deixamos levar pela ansiedade e pela necessidade que temos de ser amados e ouvidos.


"Ainda a palavra não me chegou a língua, e tu, Senhor, já a conheces toda". Salmos 139.4

Isso mesmo, o Senhor já conhece as nossas palavras antes mesmo que elas  saiam da nossa boca. Mas e nós? Será que sabemos o que está no coração de Deus a cada dia, a Bíblia diz que Deus tem prazer em compartilhar os segredos com seus amigos. Podemos ser amigos do Senhor, a medida que permitimos que ele fale conosco e nos indique o caminho.

Certamente, o SENHOR Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o seu segredo aos seus servos, os profetas” (Amós 3:7).  

Meditação é isso! Parar para ouvir e conhecer a Deus todos os dias... Veja alguns passos que podem te ajudar a meditar diariamente:



1.    Sondar o Coração


A única coisa que pode nos afastar de Deus é o pecado, ao orar pedindo a Deus que sonde o seu coração , você começa a permitir que o Senhor traga a sua memória pecados que você cometeu, e assim depois que se arrepender dos seus erros, Ele restaure e o traga de volta a comunhão com Deus. Depois de orar pedindo que Ele te mostre os seus erros aguarde algum tempo em silencio para que o Senhor traga a tona em seus pensamentos, os pecados cometidos. Depois é necessário pedir perdão pelos seus pecados em arrependimento

Sonda-me
, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos; SALMOS 139:23


2.  Calar a voz do eu


Muitas vezes quando paramos para orar, milhares de pensamentos invadem a nossa mente, algumas idéias, preocupações, músicas ou ainda, algumas das coisas que vimos na televisão. Esses pensamentos nos impedem de ouvir a voz de Deus, mas o Senhor nos deu autoridade para calar a voz dos nossos pensamentos para que possamos ouvir Sua voz suave.

"Pois embora andando na carne, não militamos segundo a carne. As armas da nossa guerra não são carnais, mas sim poderosas em Deus para a destruição das FORTALEZAS. Derrubamos todo o raciocínio e toda a altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levamos cativo todo o PENSAMENTO à obediência de Cristo" (II Coríntios 10, 4-5).



3.  Calar a voz do inimigo


O Senhor também nos deu autoridade para calar a voz de satanás, a fim de que ele não nos atrapalhe e nem traga nenhuma voz de confusão, medo ou pensamento pecaminoso.

Eis ai vos dou autoridade para pisardes serpentes e escorpiões e toda força do inimigo e nada absolutamente vos causará dano. Lucas 10.19


4.  Reconhecer que não sabemos orar


Pedir,agradecer,por quem orar,como orar.Nós na verdade não sabemos orar.Imagine se DEUS atendesse todos os nosso pedidos só porque acreditamos que vamos receber?Ainda bem que o Espírito Santo intercede por nós.

Também o Espírito,semelhantemente,nos ajuda em nossa fraqueza;porque não sabemos orar como é necessário,mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. Romanos 8:26


5.   Pedir a liderança do Espírito Santo


Ao calarmos a voz do nosso eu, a voz de satanás... a voz que poderá falar é a voz do nosso Deus. Por isso nesse momento pedimos o mover do Espírito Santo. A Bíblia diz que o Espírito Santo é o nosso conselheiro e o nosso consolador. Por isso nesse momento oramos para que a voz do Espírito Santo nos conduza a entender o que Deus vai falar conosco naquele momento.


Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito. Jo 14:26


6.  Agradecer por fé 

Uma vez guiados pelo Espírito Santo,podemos agradecer e crer em tudo o que o SENHOR vai fazer e vai nos falar.


7.  Ler a Palavra de Deus

Ler a passagem bíblica, depois de ter feito esses passos, vai ficar muito mais fácil; pois quem está na liderança desse momento não  é os seus pensamentos , nem o que você acha, muito menos o que o inimigo acha, mas é o Espírito Santo de Deus. Ele, sim vai te ensinar e te instruir.

“Com todo o meu coração te busquei; não me deixes desviar dos teus mandamentos. Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti. Bendito és tu, ó SENHOR; ensina-me os teus estatutos.” Sl 119: 10,11, 12


8.  Registrar

E muito importante registrar o que disse o Senhor para você naquele dia, porque nos permite memorizar e desenvolver o raciocínio sobre aquilo que Deus nos revelou. Para registrar, responda as seguintes perguntas: “O que Deus falou comigo?” e “O que vou fazer com o que eu ouvi?”

Na primeira pergunta, responda o que Deus disse para você através de sua Palavra. Na segunda pergunta, responda o que você vai fazer, qual vai ser a mudança e o posicionamento que você vai Ttomar depois de ter ouvido a voz do Senhor.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

A Bíblia chegou ao Brasil 40 anos antes dos missionários protestantes

A introdução das Sagradas Escrituras no Brasil começou discretamente em 1814. Naqueles primórdios, exemplares de Novos Testamentos e Bíblias completas eram distribuídos a bordo de navios que deixavam Lisboa e portos ingleses com destino ao Brasil. Era um trabalho muito inteligente e de bons resultados. Dependia da boa vontade e do espírito missionário de capitães de navio, comerciantes e pessoal diplomático e militar que viajassem para o Brasil. Os capelães britânicos radicados nos mais importantes postos brasileiros também participavam deste ministério. 

A partir de 1818, a distribuição de Bíblias na América Latina passou a ser feita por meio de agentes das duas sociedades bíblicas existentes, a Britânica e a Americana. O primeiro deles foi o pastor batista escocês James Thomson (1781-1854). Foi ele quem introduziu a Palavra de Deus na Argentina, Chile, Peru, Equador, Colômbia, Porto Rico, Haiti, Cuba, México e várias ilhas das Antilhas. Não se sabe se ele esteve no Brasil. 

O pastor metodista americano Daniel Parish Kidder (1815-1891) foi o primeiro correspondente da Sociedade Bíblica Americana a se fixar no Brasil. Com a idade de 22 anos, já casado, ele percorreu o país de norte a sul. Kidder era destemido e criativo. Em uma de suas viagens a São Paulo, propôs à Assembléia Legislativa da Imperial Província de São Paulo o uso da Bíblia nas escolas primárias de toda a província e se comprometeu a doar doze exemplares para cada escola, caso a proposta fosse aprovada. 

Entre a chegada dos primeiros exemplares da Bíblia (1814) e a chegada do primeiro missionário protestante permanente (1855), há um espaço de 41 anos. Isso significa que as Escrituras Sagradas precederam a implantação das primeiras igrejas evangélicas brasileiras. 

Naquele tempo, a Igreja Romana não via com bons olhos o trabalho das sociedades bíblicas e de seus colportores (pessoas que se ocupavam da circulação da Bíblia por motivação missionária). Os protestantes pensavam e agiam de maneira diferente. Cada fiel deveria possuir seu próprio exemplar da Bíblia e conhecer o seu conteúdo, na certeza de que ela é “a única regra de fé e prática”. 

Retirado e adaptado de História da Evangelização do Brasil, 192 p., Editora Ultimato

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O Dia da Bíblia – Celebrado no segundo domingo de dezembro e criado em 1549, na Grã-Bretanha pelo Bispo Cranmer, o Dia da Bíblia começou a ser celebrado no Brasil em 1850, quando chegaram da Europa e Estados Unidos os primeiros missionários cristãos evangélicos. Porém, a primeira manifestação pública aconteceu quando foi fundada a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), em 1948. Graças ao trabalho de divulgação das Escrituras Sagradas, desempenhado pela SBB, as comemorações se intensificaram e diversificaram, passando a incluir a realização de cultos, carreatas, shows, maratonas de leitura bíblica, exposições bíblicas, construção de monumentos à Bíblia e ampla distribuição de Escrituras.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

SEDEC Belém 2017


O Seminário de Desenvolvimento Comunitário é a capacitação de entrada ao ecossistema prático-conceitual do CADI BRASIL. Nesta formação de caráter intensivo em sua carga horária, os participantes tem acesso aos princípios básicos da fundamentação teórica da ação social cristã nos termos assumidos pelo CADI. Também possuem a oportunidade de aprender ferramentas introdutórias sobre Desenvolvimento Comunitário e um instrumento de planejamento de ações com a comunidade. Tudo isto pode ser ofertado em uma semana com período integral de atividades (manhã, tarde e noite). Todo o conteúdo é ministrado de maneira dinâmica e participativa. A equipe do CADI BRASIL explora diversos instrumentos pedagógicos (filmes, estudos de caso, apostila e apresentações em slides de alta qualidade), proporcionando aos participantes uma experiência única de aprendizagem que sintetiza na teoria e prática, os valores e metodologias desenvolvidas pela equipe do CADI em mais de duas décadas de história. O SEDEC combina o melhor da tradição cristã na área do desenvolvimento, com os temas mais recentes dos dilemas relacionados a superação da pobreza em contextos de alto risco, ofertando uma resposta consistente sobre as questões que afetam o dia-a-dia dos gestores da área do desenvolvimento.
O SEDEC acontece anualmente em Curitiba, pela primeira vez será realizado em Belém através de uma parceria entre o CADI Brasil, Projeto Nação Belém e JOCUM Belém.



Detalhamento operacional: Conteúdo Programático e Disciplinas:

1.    O Evangelho Integral: apresenta a fundamentação introdutória da base bíblica da ação social cristã.
2.    Cosmovisão Cristã: apresenta uma retomada histórica do conceito de Cosmovisão e a implicação na construção de estratégias e metodologias na área do desenvolvimento.
3.    O Coração de Deus para com os Pobres: apresenta a construção do conceito de pobreza a partir de uma exegese bíblica do Antigo e Novo Testamento.
4.    Fortalezas e Ações Proféticas: a exposição do conceito e sua aplicabilidade nos programas e projetos de desenvolvimento tendo em vista a transformação de paradigmas nas comunidades.
5.    Diagnóstico Comunitário: o estudante terá acesso a ferramentas básicas de facilitação de diagnóstico participativo com a comunidade.
6.    Princípios de Gestão de Desenvolvimento Comunitário: apresenta as diretrizes na gestão de empreendimentos de desenvolvimento na perspectiva cristã.
7.    O papel da igreja local no desenvolvimento: aborda a temática entre a ação social e a igreja local, projetos sociais e igreja local, os desafios e oportunidades desta relação.
8.    Projeto semente: experiência prática de planejamento e intervenção social.
9.    Elaboração de Projetos: noções de elaboração de programa/projeto de intervenção social a partir de demandas e potencialidades apontadas no diagnóstico, permitindo a construção de documentos para mobilização de recursos.

Carga Horária: 72h

Metodologia:

Imersão em uma semana intensiva de estudos (de domingo a domingo), com aulas nos períodos da manhã, tarde e noite, incluindo a leitura de textos, debates e trabalhos práticos. Cada aluno recebe 3 livros, sendo que o livro “O Reino entre nós” deverá ser lido antes do curso. A metodologia é participativa e provê trabalhos em grupos e alto nível de interação entre os estudantes. Espera-se a participação do aluno em 100% das atividades.


Como será em Belém

No mês de janeirode 08 a 15 (domingo a domingo), um total de 60 pessoas, entre participantes, docentes e equipe estarão em sala de aula participando do SEDEC Belém 2017 na Base de JOCUM Belém. As vagas para participantes serão limitadas, 40 apenas. As aulas serão ministradas por: Mauricio Cunha, Marcel Camargo, e Tereza Belchior. 

A Inscrições e informações serão pelo e-mail: nacaobelem@gmail.com

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Os sinais vermelhos da vida

Bati essa foto ainda pouco e pensei...

Os sinais vermelhos da vida nos ajudam a parar para refletir, sobretudo, nos trazem proteção...

Muitas vezes esses sinais vermelhos se apresentam para nós através de um namoro que terminou, noivado que se desfez, negócio que não deu certo, sociedade que findou, viagem perdida, projeto que não prosperou, etc...

Nunca seja vencido pelo desejo de chegar logo, casar logo, prosperar logo, alcançar logo, obter logo, respeite os sinais da vida muitas vezes acesos através dos conselhos dos pais, na voz do amigo, na orientação de alguém mais velho, na opinião do cônjuge, sobretudo, na Palavra de Deus que diz em Provérbios 14:12 - "Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte".

terça-feira, 22 de novembro de 2016

NÃO VÁ! SEJA ENVIADO

Percebo que cresce o número de missionários que desejam caminhar de forma independente, sem serem enviados por uma igreja local e sem prestar contas a alguma liderança. Há também igrejas que não creem no envio missionário ou não desejam participar deste processo. 

Parece-me que a Bíblia dá clara importância ao processo do envio missionário, coordenado por Deus e envolvendo tanto a igreja quanto os vocacionados. Em Atos 13, nos versos 1 a 4, lemos que a igreja em Antioquia estava orando e jejuando quando ouviu a voz do Espírito Santo e impôs as mãos sobre Paulo e Barnabé para que chegassem aos gentios, segundo a vontade de Deus. Vejamos como o processo aconteceu. 

O verso 1 fala sobre aqueles que eram reconhecidamente líderes na igreja em Antioquia. O verso 2 destaca que Paulo e Barnabé "serviam ao Senhor", demonstrando que possuíam vida com Deus e testemunho entre os irmãos. Logo depois declara que o próprio Espírito Santo falou com a igreja para que os separasse "para a obra a que os tenho chamado", que era a evangelização dos gentios. Não sabemos como a igreja ouviu a voz do Espírito, mas a Palavra esclarece a sua postura de busca, oração e submissão ao ouvi-la. O verso 3 afirma que a igreja (possivelmente os líderes) impôs as mãos sobre Paulo e Barnabé e os despediu. Despedir, do grego 'apoluo', significa "não reter", ou seja, soltar as amarras ou abrir a porta para que alguém saia. O verso 4 narra que eles, enviados pelo Espírito Santo, logo seguiram para Chipre cumprindo a missão. 

A declaração de que foram "enviados pelo Espírito Santo" não exclui a igreja ou os missionários deste processo, ao contrário, os inclui. Enviar, do grego 'ekpempo', significa "fazer sair". A figura nos versos 3 e 4 é da igreja abrindo a porta e do Espirito Santo fazendo Paulo e Barnabé sairem. Assim, a narrativa do texto demonstra que todo o processo de enviar e ser enviado se deu na igreja de Deus (v 1), foi elaborado pela iniciativa de Deus (v 2), conduzida na relação com Deus (v 3) e finalizada por Deus (v 4). O papel da igreja ao enviar e do missionário a ser enviado, portanto, é fazer a vontade de Deus. 

A imposição de mãos possuía um significado específico entre romanos e gregos no primeiro século. Compreendê-lo também nos ajuda a perceber a responsabilidade de enviar e o privilégio de ser enviado. 

Sinal de autoridade: Esse “impor de mãos” em Atos 13 remonta ao grego clássico quando um pai impunha suas mãos sobre o filho que lhe sucederia na liderança da família, uma transferência de autoridade. Para Paulo e Barnabé indicava que eles possuíam a autoridade eclesiástica para fazer o que a igreja faria, mesmo onde ela não estivesse presente como congregação. É, portanto, ao mesmo tempo uma carga de autoridade e responsabilidade. Eles poderiam pregar a Palavra, orar pelos enfermos e confrontar os incrédulos com o evangelho, mas ao mesmo tempo precisariam também compartilhar da mesma fidelidade e dedicação que existia naquela comunidade dos santos em Antioquia. Prestariam contas à igreja. 

Sinal de reconhecimento: A imposição de mãos também era usada em momentos oficiais, como na cidade de Alexandria, quando vinte oficiais foram escolhidos para guardar a entrada da cidade que sofria com frequentes ataques de nômades. Sobre eles foram impostas as mãos em sinal de reconhecimento de que eram dotados das qualidades para aquela função. Para Paulo e Barnabé, significava que a liderança da igreja reconhecia não apenas o chamado (que era claro), mas também a maturidade e dons para cumprirem a missão. 

Sinal de cumplicidade: Encontramos também no contexto imperial o “impor de mãos” no sentido de cumplicidade, quando generais eram enviados a terras distantes para coordenar uma província. As autoridades enviadoras impunham as mãos demonstrando que os enviados não seriam esquecidos. Permaneciam como parte do corpo mesmo não estando entre eles. Para Paulo e Barnabé, era o equivalente a dizer que, por mais distante que fossem, permaneceriam ligados à igreja de Antioquia. E que essa igreja continuaria responsável por eles, amando-os, orando por suas vidas e sustentando-os em suas necessidades. 

Havia, portanto, um forte vínculo de relacionamento entre a igreja enviadora e os missionários enviados. Este vínculo, porém, não se fundamentava prioritariamente no compromisso humano ou em um projeto de trabalho, mas na profunda convicção de que enviadores e enviados estavam fazendo a vontade de Deus, o qual inicia, autoriza e coordena toda a ação. Ao fim do dia, sejamos a igreja que envia ou os missionários que vão, é isto que nos fundamenta: a profunda convicção de que estamos fazendo a vontade do Pai. 

Impor as mãos como sinal de autoridade e reconhecimento não é tão desafiador para a igreja como em sinal de cumplicidade, pois ser cúmplice implica em algo contínuo que demanda dedicação, amor e prolongado cuidado. 

Ter as mãos impostas como sinal de reconhecimento e cumplicidade não é tão desafiador para o missionário como em sinal de autoridade, pois aponta para a necessidade do missionário respeitar, submeter-se e prestar contas à igreja. 

É certo que todo salvo em Cristo é chamado por Deus (1 Pedro 2:9). Chamado para a oração, adoração, comunhão, testemunho, Palavra e proclamação do evangelho. E em meio a todos os salvos Ele também chama alguns para ministérios específicos (Efésios 4:11), a fim que a igreja seja edificada e que o evangelho seja propagado. 

Ao vocacionado ao ministério, eu aconselho: não vá, seja enviado. Envolva-se com sua igreja local a fim de que o seu chamado e dons sejam reconhecidos, a voz do Espírito seja ouvida e você seja enviado pela igreja e como parte da igreja. 

Aos pastores e líderes, dois conselhos: (1) Não retenham aqueles que Deus tem chamado. Envie-os em nome de Jesus para que o evangelho de Jesus seja proclamado e o Seu nome glorificado. (2) Não enviem para longe aqueles que não são uma bênção perto. Quem não possui um bom testemunho perto não o terá longe. Observem o testemunho de vida, a convicção do chamado e o preparo para o ministério antes de envia-los. 

Entendo que alguns vocacionados ao ministério sofrem pela falta de consciência missionária da própria igreja local ou de sua liderança perante o seu chamado. Muitos aguardam um encorajamento e apoio que nunca chegam, o que lhes traz frustração e desencorajamento. Neste cenário o primeiro passo é orar. Ore por sua igreja e por seus líderes, para que sejam conduzidos por Deus a entender a forma e o tempo certo para o seu envio. Deus ouve as orações. Em segundo lugar invista. Invista na vida de seus pastores e líderes para o estudo da Palavra sobre a missão. Tenho visto muitos pastores com uma visão missionária despertada após terem lido um bom livro ou ouvido uma exposição bíblica sobre a missão. Em terceiro lugar testemunhe. Não aguarde ser enviado para servir a Cristo, envolva-se com sua igreja local e desafios missionários ao seu redor. Sobretudo, não desanime. Aquele que o chamou há também de envia-lo, para que o evangelho seja pregado e o nome de Deus seja glorificado entre todas as nações.

domingo, 13 de novembro de 2016

Dr. Dráuzio Varela: Se não quiser adoecer - "Fale de...

Se não quiser adoecer - "Fale de seus sentimentos"

Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças 
como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna.. Com o tempo a 
repressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então vamos desabafar, 
confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados.
O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia..

Se não quiser adoecer - "Tome decisão"

A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A 
indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é 
feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder 
vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de 
doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

Se não quiser adoecer - "Busque soluções"

Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas.
Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o 
fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de 
mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia 
negativa que se transforma em doença.

Se não quiser adoecer - "Não viva de aparências"

Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que 
está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando 
toneladas de peso... uma estátua de bronze, mas com pés de barro.
Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com 
muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

Se não quiser adoecer - "Aceite-se"

A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos 
algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os 
que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos, 
destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é 
sabedoria, bom senso e terapia. 

Se não quiser adoecer - "Confie"

Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria 
liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não 
há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em 
Deus. 

Se não quiser adoecer - "Não viva SEMPRE triste!"

O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida 
longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive.

"O bom humor nos salva das mãos do doutor". Alegria é saúde e terapia.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

O Papel do Remidor (ou resgatador) no Antigo Testamento

O resgatador (hebraico goel) dentro da cultura judaica representava a justiça e a misericórdia, para com um membro do clã, que se encontrava em necessidade. Por isso Deus criou (legislou) a lei do remidor.

Sem alguém membro do clã, que tivesse passando por problemas financeiros e precisasse, vender um bem (propriedade) para saldar a divida. A primeira pessoa por direito a comprar tal propriedade (se pudesse)  era o resgatador (mas se este não tivesse condições, o mais rico do clã deveria fazer a função de remidor). Com intento de preservar os bens ou propriedade (principalmente terra), como posses do clã - Se teu irmão empobrecer e vender uma parte da sua possessão, virá o seu parente mais chegado e remirá o que seu irmão vendeu (Levítico 25.25).

Um homem endividado poderia se vender como escravo ao credor para saldar a divida. Os reféns de guerra também eram vendidos como servos. Nas duas situações, um parente do escravo, deveria encontrar o remidor do clã, que iria se empenhar (se pudesse) a comprar a liberdade do parente - Se um estrangeiro ou peregrino que estiver contigo se tornar rico, e teu irmão, que está com ele, empobrecer e vender-se ao estrangeiro ou peregrino que está contigo, ou à linhagem da família do estrangeiro, depois que se houver vendido, poderá ser remido; um de seus irmãos o poderá remir; ou seu tio, ou o filho de seu tio, ou qualquer parente chegado da sua família poderá remi-lo; ou, se ele se tiver tornado rico, poderá remir-se a si mesmo (Levítico 25. 47-49).

Quando qualquer homem casado pertencente ao clã, viesse a falecer, sem experimentar a paternidade (ser pai), o remidor deveria casar com a viúva, para tão somente proporcionar filhos a viúva. Este princípio era chamado de “lei do casamento do levirato” (cunhado). O primogênito (primeiro filho) desta união era reconhecido como descendente do finado, para preservar seu nome, sua honra e memória dentro clã - Se irmãos morarem juntos, e um deles morrer sem deixar filho, a mulher do falecido não se casará com homem estranho, de fora; seu cunhado estará com ela, e a tomará por mulher, fazendo a obrigação de cunhado para com ela. E o primogênito que ela lhe der sucederá ao nome do irmão falecido, para que o nome deste não se apague de Israel (Deuteronômio 25. 5,6).


O remidor também vingava a morte de um parente, intitulado “vingador do sangue”. Para o homicida culposo (sem intenção) foram criadas as “cidades de refugio” na qual ninguém podia tocar naquele que matou por acidente. Já no caso de um homicida doloso (com intenção), mesmo que o assassino conseguisse chegar à cidade de refugio, deveria ser entregue, para que o vingador do sangue executasse a “lei de talião” (tal, qual. Olho por olho, dente por dente) - Mas se alguém, odiando a seu próximo e lhe armando ciladas, se levantar contra ele e o ferir de modo que venha a morrer, e se acolher a alguma destas cidades, então os anciãos da sua cidade, mandando tirá-lo dali, o entregarão nas mãos do vingador do sangue, para que morra (Deuteronômio 19. 11,12).

Mas com o advento de Jesus Cristo, Ele se tornou nosso redentor (remidor). Vingando por nós contra satanás, pagando pelas nossas iniqüidades, nos livrando da escravidão do pecado. Portanto, Ele é o verdadeiro resgatador (redentor) da humanidade! E esta informação deve se propagada a todos! 

Por Luciano Rogerio de Souza

terça-feira, 8 de novembro de 2016

A intolerância religiosa foi tema da redação do Enem



"A Liberdade de religião e também de não ter religião está inclusive na base do Cristianismo e chama-se livre arbítrio. Ora, a minha fé em Cristo como único Deus e único Salvador da minha vida não me dá o direito de agir com objetivo de restringir a liberdade do outro em ter ou não ter uma religião. Se nem Deus obrigada que as pessoas o aceitem, como posso eu querer obriga-las. 

Da mesma forma, tenho o meu direto de confessar e propagar a minha fé, inclusive compartilhando com outras pessoas, claro, desde que estas aceitem me ouvir. E devo acrescentar, se quero ser ouvido no falar sobre a minha fé, devo saber ouvir o outro. Isso é liberdade e tolerância religiosa. Imagine, milhares de Cristãos morrem em países onde prevalece o Islâmismo radical. Como alguém pode ser a favor da intolerância religiosa? Isso é impensável. 

Querer ser respeitado passa por respeitar o próximo. Isso não faz de mim menos Cristão. Não preciso acreditar no que o outro acredita. Preciso apenas entender os limites da vida em sociedade. Para mim, como Cristão, há um único Deus, o nome Dele é Cristo e eu faço tudo o que está ao meu alcance para que o meu próximo entenda isso e seja também salvo como eu acredito que sou. Tudo.. menos querer obriga-lo a isso! Bom dia a todos!"

domingo, 6 de novembro de 2016

// SEMINÁRIO CER ( Crianças em Risco ) - 25 a 27 de Novembro //


Nos dias 25, 26 e 27 de novembro realizaremos nosso primeiro seminário de Crianças em Risco. Serão três dias onde abordaremos temas importantes para a formação da criança, como:

-Família funcional e família disfuncional;
-As sete necessidades basicas da criança;
-Sexualidade;
-Tipos de abuso e suas consequências;
-Modelos e políticas de proteção.

Entre em contato conosco você que é de Vila dos cabanos, Barcarena e Região, queremos lhe servir neste tempo com informações que acrescentarão muito em sua família, ministério e convivência com as crianças.

"Quem ama, tempo investe".

alcanceamazonico@gmail.com
(91) 9 9835-4841 whats (tim)

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

sábado, 29 de outubro de 2016

Igreja Reformada, Sempre Reformando

Ecclesia reformata et semper reformanda secundum verbum Dei

A Igreja Reformada, sempre reformando de acordo com a Palavra de Deus
 

por Jorge Henrique Barro



Da Reforma Protestante do século XVI até os dias atuais continua ecoando o Sola Scriptura, Sola Christus, Sola Gratia, Sola Fide, Soli Deo Gloria. É imperioso que se reflita os propósitos da fidelização aos Cinco Solas nos dias atuais. 500 anos depois, confessando que somente a Escritura, Cristo, a Graça, a Fé e a Glória de Deus, podemos afirmar que temos uma Igreja Reformada hoje? Parece-me que uma das dificuldades da maioria das igrejas consideradas Reformadas é o sempre reformando. Essa tensão é real nos nossos dias atuais, pois o sempre reformandocontinua gerando divisões que longe estão de serem resolvidas. E por que? Porque muito do que se professa reformado está na forma, na estrutura e poder eclesiástico e na liturgia, entre outras.


A reforma necessária e urgente na vida das igrejas do movimento reformado é entender o propósito dos solas: a missão de Deus no mundo. É preciso começar com o sola gerador de todos os outros: o sola missio Dei. O sola Scriptura, sola Christus, sola Gratia, sola Fide e soli Deo Gloria não tem nenhum sentido sem a missão de Deus.

É justamente porque Deus tem uma missão no mundo que Ele nos proporcionou Sua revelação (Sola Scriptura). Qual o sentido da Escritura existir e de Deus querer se revelar nela se não sua própria missão? Assim, o próprio Cristo (Sola Christus) só veio ao mundo porque Deus, que tem uma missão para com mundo, amou o mundo. “Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não lançando em conta os pecados dos homens” (2 Co 5:19). Tal situação pecaminosa do mundo exige a salvação mediada pela graça (Sola Gratia) e pela fé (Sola Fide). E tudo o que fazemos para Deus, como agentes/instrumentos de Sua missão, é alvo penúltimo da missão, pois o alvo último é sim a glória de Deus (Soli Deo Gloria) – “para que vejam as suas boas obras (alvo penúltimo) e glorifiquem ao Pai (alvo último) de vocês, que está nos céus” (Mt 5:16).

E ainda, é inconcebível ser uma igreja sempre reformada, de acordo com a Palavra de Deus (secundum verbum Dei), sem a participação do Espírito Santo! Por que até hoje ainda não adicionamos o Sola Espiritus Sancti nos solas? Será que existe uma mística em torno dos Cinco Solas? Incluir mais solas seria para algumas pessoas sinônimo de desrespeito para com a tradição reformada? Até quando imperará no movimento reformado a tendência do cristomonismo? Sem a presença ativa e dinâmica do Espírito Santo uma igreja jamais será sempre reformada!

Já passou o tempo de entender que o Sola Scriptura só existe porque Deus, por meio dela, revela seu propósito para com Sua criação. A principal reforma que as igrejas participantes do movimento reformado precisam hoje é se converter à missão de Deus. Ou isso ou um tradicionalismo engessado que caminha para a manutenção de uma estrutura eclesiástica que dá evidências claras de igrejas que não crescem e nem plantam outras.

Ou o movimento Reformado assume de vez sua vocação missional, cuja liderança pastoral está a serviço de capacitar a igreja para ser instrumento da missio Dei no mundo, ou seus relatórios anuais dos concílios contarão mais o número dos enterros e dos que saíram da igreja do que o número daqueles que foram alcançados pelo Sola Christus por meio do Sola Gratia e Fide.

Para que o movimento Reformado viva como expressão do Soli Deo Gloria precisa urgentemente voltar-se para a missio Dei. Nenhum movimento glorificará a Deus em sua plenitude se não for instrumento de Sua missão no mundo! A relevância e pertinência deste movimento depende disso.


Jorge Henrique Barro
Diretor de Desenvolvimento Institucional da Faculdade Teológica Sul Americana - filiada a Aliança Evangélica
Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil